“FRELIMO EU JÁ ESTOU CANSADO, SE QUISEREM PODEM ME MATAR PAH”, DIZ JOTA PACHONEIA, ACTIVISTA QUE FOGE DO “ESQUADRÃO DA FRELIMO” DESDE DOMINGO

O activista social Jota Pachoneia, apoiante do líder político Venâncio Mondlane e membro da Associação “Mentes Resilientes”, vive uma situação angustiante desde a manhã de ontem. 

Supostos homens armados invadiram sua residência em Namicopo, cidade de Nampula, com a intenção de assassinar o activista, alegando que ele denegria a imagem do partido FRELIMO.

Após o ataque, Pachoneia tentou fugir dentro da cidade, mas, ao perceber que a situação se tornava cada vez mais perigosa, decidiu deslocar-se para o distrito de Monapo, também na província de Nampula, em busca de segurança.

Durante sua fuga, Pachoneia se deparou com um grave acidente de viação na localidade de Muezia, no distrito de Monapo. Entre as vítimas, uma estava em estado grave e não conseguia falar nem ligar para sua família. Com espírito altruísta, o activista conseguiu socorrer a vítima e levá-la para um hospital próximo.

Em um vídeo polêmico que circula nas redes sociais, Pachoneia declarou: "FRELIMO, se quiserem, podem me matar, mas eu sinto que tenho uma família que precisa de mim... Assim, vou ao hospital, se quiserem, é só me seguir e podem me silenciar, já que é o que vocês sabem fazer", afirmou o activista, visivelmente angustiado.

A fuga de Jota Pachoneia ilustra a crescente repressão à liberdade de expressão em Moçambique, com o activista alertando para as ameaças veladas que ele tem enfrentado por suas opiniões políticas. 

Seu relato denuncia o que parece ser uma tentativa deliberada de silenciar vozes contrárias ao regime, algo que continua a preocupar defensores dos direitos humanos e da democracia no país.

Redação: TV Diário Nampula

1 Comentários

  1. O partido no poder sempre foi assim, quando alguém se torna opositor ou fala as verdades, que muitas delas não são boas, a única coisa que sabe fazer é matar. Até quando?

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