Agente da UIR e dois falsos agentes da PRM condenados a 30 anos de prisão por rapto

Maputo, Moçambique - O Tribunal da Província de Maputo condenou um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) e dois falsos agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) a uma pena de 30 anos de prisão por crimes de rapto, porte ilegal de armas e extorsão. 

O trio cometeu o crime em novembro de 2023, no município da Matola, tendo como vítima um apostador de loteria.

O crime ocorreu quando a vítima, identificada como Mikas Buen, ganhou um prêmio de 4.588.000 meticais em um jogo de fortuna e azar. 

Antes mesmo de receber o valor, foi sequestrado pelos três arguidos, incluindo Eurico José Tembe, agente da UIR, de 37 anos, e seus comparsas, Gilberto Salomão Manquat, de 38 anos, um agente de segurança privada que se fazia passar por militar, e Sérgio Augusto Bampo, de 47 anos.

Após o rapto, os criminosos exigiram o pagamento integral do prêmio da loteria como resgate. Quando a exigência inicial não foi atendida, reduziram o pedido para 2 milhões de meticais. 

Como não obtiveram sucesso, levaram a vítima a um local no mercado Santos, onde tentaram negociar sua libertação por 400.000 meticais. A proposta foi rejeitada, e os criminosos fixaram o resgate definitivo em 2 milhões de meticais, a ser transferido no dia seguinte.

O julgamento, que deveria ter começado em janeiro, foi adiado por vários motivos e só iniciou em março deste ano. 

Durante o processo, as provas apresentadas incluíram testemunhos da vítima e de testemunhas-chave. O tribunal considerou que os três arguidos cometeram vários crimes graves, com destaque para o rapto, condenando-os à pena máxima de 30 anos de reclusão.

Além da pena de prisão, os condenados terão de pagar uma indeminização superior a 1.700.000 meticais. A casa do agente da UIR e o veículo usado no crime serão revertidos a favor do Estado moçambicano.

A defesa dos arguidos anunciou que vai recorrer da decisão junto ao Tribunal Superior de Recursos, alegando que a condenação se baseou unicamente nas declarações da vítima. 

Entretanto, para a Justiça moçambicana, o veredito representa um passo importante no combate à criminalidade organizada e ao fenômeno dos raptos que aflige o país. Leia mais o artigo Completo "Clique Aqui" e saiba mais.

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